segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O sinos tocaram às 6 do dia 23 de fevereiro, e sua cama estava molhada e não havia sentido para levantar o corpo cansado da vida que ainda existia ainda ali. A janela começava a mostrar os primeiro vestígios de luz do dia, era hora de tomar um banho. A água era de fácil controle de temperatura, mas o que importava era a música que tocava pelo seu apartamento, mais solitária mas feliz como nunca, e isso o alegrava, pois ajudava-o a esquecer os pesadelos atormentadores das últimas noites.

Com o Sol já em tamanho para iluminar a cozinha, um chocolate em meio a pães com manteiga tornavam o lanche matutino prazeroso. Mas o horário passava, e faltavam algumas palavras para a finalização de sua coluna. Colocou a calça e camisa e saiu pela porta da cozinha, como de costume para não levantar suspeitas pelos papéis que levava na mão, pois o acesso ao segundo elevador levava à parte do prédio onde os pé-grandes de olhos gordos o alertavam ao olhá-lo. Virando a esquina da rua 18, entrou na padaria mais próxima, pediu uma xícara de café, acendeu o cigarro e abriu o jornal à procura do anúncio de venda de peças de moto da mecânica Old Trip, que poderia não ser só uma mera oficina.

-Bom dia, senhor Dominic Rasulini. - interrompeu sua leitura, um homem engravatado e com um chapéu marrom escuro.

-Oh... - surpreendeu-se com ar de incomodado mas lhe respondeu - Igualmente sr Vagas, o que lhe traz aqui a essa nova iguaria?

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