sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Finalmente chega à segunda rodovia de acesso à cidade, aonde viu no endereço do jornal, e a atravessou chegando a procurada oficina.

Chão escuro de concreto manchas de óleo por toda a parte. Dominic retira alguns pneus arranhados do meio do caminho para poder chegar à porta de madeira e, quando a abre, encontra um homem obeso sentado no sofá com a cabeça encostada na parede e a televisão ligada, mas o que se passava nesta era somente uma tela com choviscos e a fita estava ejetada do vídeo cassete. O homem estava dormindo, mas Dominic chegou perto e viu várias latas de cerveja e um contrato riscado em cima de uma mesa baixa. No fundo da sala havia outra porta, e ele então se dirigiu à esta e se deparou com um quintal, com outro cômodo ao fundo. Um cachorro de raça dormia e parecia ser mal alimentado, por ter costelas evidentemente à mostra, mas mesmo assim Dominic se dirigiu corajosamente a próxima porta, que já estava aberta. No interior deste segundo cômodo, havia correntes vários caixotes de plástico grosso, como se fossem freezers descongelados e armários com portas de aço e cadeados, onde se via pedaços de pão, e alguns copos sujos. Quando pegava a malha xadrez que estava pendurada em uma das portas de aço, ouviu um ruído de uma das portas e o movimento rápido de algum bicho ou algo parecido, então saiu do cômodo para procurá-lo mas a poeira impediu sua visão de reconhecer qualquer coisa, mas ele preferiu atravessar a sala cuidadosamente sem acordar o dono, e se foi dali.

A rodovia estava mais movimentada naquele momento, mas Dominic tratou de atravessá-la o mais rápido possível. Quando pisou na calçada oposta, ouviu, com um susto horrível, três disparos de arma de fogo, e o cachorro começou a latir muito alto, para seu espanto.

Chegando em casa, tirou os sapatos, colocou o som alto e sentou-se no sofá, acendeu um cigarro, e se pôs a ler mais um capítulo de um livro. Procurou não lembrar o que viu e ouviu naquele momento, mas um telefonema mudaria sua vida, para sempre não, mas por alguns dias, os quais ainda viveria.

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