quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Aparecimento

Abrem-se as portas, e a massa de pessoas amontoadas entre suor e bafo de cerveja é degradante, Flaneal agarra um homem pelo pescoço e lhe diz:
- Aqui está o pacote, e suma já daqui!
- E que você pensa que pode lhe livrar assim tão fácil?
Com a chegada de três rapazes perto do banheiro, Flaneal o larga e sai em direção ao povo encontrando Massorandy, que com cara de insatisfeito, pergunta:
- Cara, onde você esteve esse tempo todo?
- Estou, aqui, não está bem?
- Pelo amor de Deus, você está perto de virar notícia no jornal, não sabe o que está fazendo com sua credibilidade.
- Eles sabem, e você logo vai perceber que eu sei.
- O que você quer dizer com isso?!
- Lembra do Mercenário Marconzelle?
- Lembro de dois crimes em que fui limpo por ele, momentos antes, mas somente ele é um expert em esconder fatos.
- Me passa o Camel. - pegou o cigarro e acendeu-o - Acho que os fatos que suponho terem acontecido estão vindo à tona em sua realidade.
- O que você quer dizer com isso?
- Sr. Alfred, pessoa de respeito merecido e temido em vários cantos do subúrbio, acredito que tenha saltado alguns anos antes para a cova - e em seguida ele soltou uma gargalhada ofegante, acompanhada de algumas cusparadas na parede do recinto.
Com olhar de sinistro espanto, Massorandy lhe questiona:
- Flaneal, você presenciou algo semelhante a um assassinato de Marconzelle a Alfred?
- Creio que não.
Em seguida, aparece uma mulher morena de olhos castanhos, mas de pele claríssima, e Pergunta:
- Boa noite Flaneal, por acaso você viu Richard ou o amigo dele, de nome Moitana se não me engano?
- Boa noite Senhorita Kimber, acho que não chegaram, não os avistei, mas procure no balcão de entrada, talvez os encontre.
- Muito obrigada. - e ela foi pelo caminho indicado.
- Quem é a donzela?
- Ela se chama Kimber, deve ter algum tipo de relação com Richard.
- Bem, continuando a conversa, o que você acha que ...
Massorandy foi interrompido por tropeços e braços voando em sua direção, o que parecia ser uma briga se tornou um caos em meio a massa de gente que ouvia o som da banda metaleira que esplodia em fúria. Recolhendo sua mão molhada com suor, notou sangue jorrado em seu braço, de alguém do meio da multidão, e Flaneal some de sua vista.
- Onde está Flaneal, Massorandi? - chega Richard por trás de Massorandy, que se assusta terrivelmente, quando se vira e dá de cara com a fumaça do cigarro e o copo de Whisky balançando freneticamente - Eu o vi alguns minutos antes de você encontrá-lo aqui perto!
- Vocês apareceram! Não creio que ele vá longe, mas temos que ser rápidos!
- Vocês e suas enrolações, mas agora dou risada porque você vai comer sua putinha logo depois né seu garanhão, Ric! Vou atrasar um pouco pra você se danar, haha! - Chega Moitana não sabendo muito mas acostumado com essa rotina.
- Seu porra, pega as chaves aqui e dirige o carro pra mim!
- Deixa eu terminar essa dózz..- E Richard o pega pelo braço.
E os dois vasculham o Bar inteiro, inclusive pelas 3 vítimas que aparentemente foram esfaqueadas covardemente, mas Flaneal, havia fugido.






segunda-feira, 29 de outubro de 2007

As dúvidas são frequêntes no rosto suado e quente de Moitana, que abre os olhos, vomita mais um pouco e fecha-os de novo, porque não sabe onde está, e o mundo não é nada na sua frente além de uma rodovia movimentada, e ele fica encostado na parede. Em volta dele só há um rastro de eliminação à ponto de uma coma da vulga bílis, ou seja, vermelho e amarelo como o arco-íris descolorado no mato. Richard pega-o pelo braço e o leva para o sofá velho dentro do Black Shit, bar à moda velho-oeste american0. Moitana acorda e pede outro uísque para compensar a perda do jantar. Os dois então começam a jogar uma ficha de snooker, Moitana abre estourando 3 bolas dignas de um frequentador regular de botecos de esquina e pergunta:

- Onde está Flaneal?

- Esperando o ataque que deveria começar hoje aqui durante a apresentação das bandas. Está na mesa de fora. Mas são 4 da manhã, duvido que aparecerá alguém nesse fim de mundo agora.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Finalmente chega à segunda rodovia de acesso à cidade, aonde viu no endereço do jornal, e a atravessou chegando a procurada oficina.

Chão escuro de concreto manchas de óleo por toda a parte. Dominic retira alguns pneus arranhados do meio do caminho para poder chegar à porta de madeira e, quando a abre, encontra um homem obeso sentado no sofá com a cabeça encostada na parede e a televisão ligada, mas o que se passava nesta era somente uma tela com choviscos e a fita estava ejetada do vídeo cassete. O homem estava dormindo, mas Dominic chegou perto e viu várias latas de cerveja e um contrato riscado em cima de uma mesa baixa. No fundo da sala havia outra porta, e ele então se dirigiu à esta e se deparou com um quintal, com outro cômodo ao fundo. Um cachorro de raça dormia e parecia ser mal alimentado, por ter costelas evidentemente à mostra, mas mesmo assim Dominic se dirigiu corajosamente a próxima porta, que já estava aberta. No interior deste segundo cômodo, havia correntes vários caixotes de plástico grosso, como se fossem freezers descongelados e armários com portas de aço e cadeados, onde se via pedaços de pão, e alguns copos sujos. Quando pegava a malha xadrez que estava pendurada em uma das portas de aço, ouviu um ruído de uma das portas e o movimento rápido de algum bicho ou algo parecido, então saiu do cômodo para procurá-lo mas a poeira impediu sua visão de reconhecer qualquer coisa, mas ele preferiu atravessar a sala cuidadosamente sem acordar o dono, e se foi dali.

A rodovia estava mais movimentada naquele momento, mas Dominic tratou de atravessá-la o mais rápido possível. Quando pisou na calçada oposta, ouviu, com um susto horrível, três disparos de arma de fogo, e o cachorro começou a latir muito alto, para seu espanto.

Chegando em casa, tirou os sapatos, colocou o som alto e sentou-se no sofá, acendeu um cigarro, e se pôs a ler mais um capítulo de um livro. Procurou não lembrar o que viu e ouviu naquele momento, mas um telefonema mudaria sua vida, para sempre não, mas por alguns dias, os quais ainda viveria.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O sinos tocaram às 6 do dia 23 de fevereiro, e sua cama estava molhada e não havia sentido para levantar o corpo cansado da vida que ainda existia ainda ali. A janela começava a mostrar os primeiro vestígios de luz do dia, era hora de tomar um banho. A água era de fácil controle de temperatura, mas o que importava era a música que tocava pelo seu apartamento, mais solitária mas feliz como nunca, e isso o alegrava, pois ajudava-o a esquecer os pesadelos atormentadores das últimas noites.

Com o Sol já em tamanho para iluminar a cozinha, um chocolate em meio a pães com manteiga tornavam o lanche matutino prazeroso. Mas o horário passava, e faltavam algumas palavras para a finalização de sua coluna. Colocou a calça e camisa e saiu pela porta da cozinha, como de costume para não levantar suspeitas pelos papéis que levava na mão, pois o acesso ao segundo elevador levava à parte do prédio onde os pé-grandes de olhos gordos o alertavam ao olhá-lo. Virando a esquina da rua 18, entrou na padaria mais próxima, pediu uma xícara de café, acendeu o cigarro e abriu o jornal à procura do anúncio de venda de peças de moto da mecânica Old Trip, que poderia não ser só uma mera oficina.

-Bom dia, senhor Dominic Rasulini. - interrompeu sua leitura, um homem engravatado e com um chapéu marrom escuro.

-Oh... - surpreendeu-se com ar de incomodado mas lhe respondeu - Igualmente sr Vagas, o que lhe traz aqui a essa nova iguaria?

Escadas

Subindo o profudo mar de rosas existente entre seus pés e a porta enconstada, a madeira tremia e gemia, como se fosse trincar à qualquer pisada mais forte, e ele seguia em frente, mesmo com espinhos e galhos que pareciam abraçar com força a escada centenária.

Chegando ao destino, ele fecha a mão sobre uma maçaneta dourada, redonda e rígida, e empurra a porta como se fosse arrombá-la, pois o peso desta somado à idade naquela posição tornava a dificuldade evidente.

Entrando na casa, ele viu a estante de documentos da pessoa que seria o seu futuro informante nos casos de desaparecimento.